domingo, 14 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Chisco de gente
Nem do medo
agreste o meu peito geme
Sou metade
de uma outra laranja
Na rebeldia que
a morte teme
No meu xaile
desfolho a franja
Na minha
vida a porta cerrada
O breu do
escuro tranca maldita
Não me
impede, estou de abalada
Mais um dia que
a luta dita
Já não abano
ao passar dos anos
Há muito que
deixei de ter
Esperança nos
desenganos
Sou somente leveza
e ser
Chisco de
gente de uma terra em cacos
Sou alma
vadia correndo ao vento
Alimento-me
de secos nacos
Sem arreios
no pensamento.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Da palavra à imagem
Se não traz nada
de novo não se aproxime.
O cansaço é
tal que abre aos pés... Cratera.
É lá que apetece
enterrar o desvairo.
Que nem a
idade apazigua!
Se não traz
nada de novo não perca tempo.
Uma pedra fria; no lugar do coração,
há muito tempo esculpiu morada, neste olhar moído.
há muito tempo esculpiu morada, neste olhar moído.
Leitura
vinculada ao igual, sem sal. Coisa...
Pesa e pesa, sem sentido.
Não vê o ridículo
de um poder omisso!
O cansaço é
tal para palavras esfarrapadas...
Alucinação de
quem foge ao inevitável.
O tempo
corre apressado, as rugas deixam marcas.
Na mente e
no corpo a masturbação colectiva.
Perde a
dignidade!
domingo, 31 de março de 2013
Páscoa 2013
Na pedra fria o
sinal dos passos
Esculpidos pelo
sofrimento
Por entre medos e
embaraços
Na pedra fria o
tormento
Que o gentio
transporta
Numa sacola invisível
Mendiga de porta
em porta
Por entre luxuria exequível
E a pedra apenas
memória
De era em era
transita
Gravada no veio a
história
De grande ou
parasita
Portugal na chuva
que cai
Afoga ou quem sabe
distrai
A fome que agora
passa
Ali na ombreira da
porta
Na entrada de um
prédio antigo
Onde um pedinte
aflora
O que foi grandioso
postigo.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Tenho Fome
E a fome que eu tenho não me pesa no estomago
São os sonhos que escasseiam nesta terra de ninguém
Não sei se ando ou se vou a reboque, perdi o âmago
O cerne da
existência ficou além da certeza
Só o restolho me
entende, e o tempo que está tao longe
Quando volta?
As noites no canto
da chaminé
Historias que
levitam nas chamas
Estranhas memórias
em viés
Estranha a fome
nas entranhas
Tenho fome
A fome de um país
em transe
Na deriva que
assim afunda
A vida, a sorte, o
sonho
Tenho fome… Grito
ao tempo que me acuda.
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