sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Silencio



Se eu induzisse o silencio
Que pesa nas pedras da rua
Incutisse o movimento
Que solta folhas no chão
Quem sabe voasse nua
Nas ruas em turbilhão
Pulasse a ribanceira
Que é a mente, aflição

Se o silêncio induzisse
De que serviria afinal
Se a constatação do vazio
Se abate na noite infernal.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Porquê



Da sombra na terra extraí solidão
Para logo de seguida repelir aflição
Afastei medos até os mais mesquinhos
Assim sorrio por entre espinhos.

Não me digas que estou errada
A vida é uma longa estrada
Se hoje faz sol, amanhã choverá
O que agora temos, amanhã não há.

Para quê complicar o que não faz sentido
Se até o tempo provoca alarido
Hoje está calor, ainda ontem choveu
De que vale a ladainha. Porquê deus meu…


domingo, 10 de novembro de 2013

Paredes caiadas



A certeza que chega
Das paredes caiadas
De um branco tão branco
Fuga em alarido
Do pensamento vadio.
Transporta águas brotadas
Das fontes ao sul.

Mais que crença pertinente
Por dias a fio
Suporte que a vastidão aquece
Vasculhando recantos
De fio a pavio.

Paredes deste Alentejo
Tao cheias de história
Ainda agora ouvi um realejo
Não foi traição da memória.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Silencio




Se eu induzisse o silencio
Que pesa nas pedras da rua
Incutisse o movimento
Que solta folhas no chão
Quem sabe voasse nua
Nas ruas em turbilhão
Pulasse a ribanceira
Que é a mente, aflição

Se o silêncio induzisse
De que serviria afinal
Se a constatação do vazio
Se abate na noite infernal...

domingo, 27 de outubro de 2013

Nada



Nada, tudo é negado
Envolto na neblina o mistério
Nada, o significado
De um nada que é nada afinal
O amanhã será tudo
Num juízo real
Minúsculo sentimento
Aos olhos de um amor surreal.


sábado, 26 de outubro de 2013

Anoiteceu


As evidências ultrapassam as certezas
Ai de mim ao vislumbrar a conclusão
Rodopio em espojinho de incertezas
Remoendo em debanda a ingratidão

Mas na vida nem tudo é luzente
De que vale perder tempo que não tenho
Ontem era criança impertinente
Hoje acontece, me sinto lenho

Que arde na fogueira do ciúme
Daquilo que nunca aconteceu
Mas que lida para quê o queixume
Se amanhã serei pó, anoiteceu.