sábado, 9 de agosto de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Se...
E se o tempo
num repente cortar a sorte
Espada que
existe,
Se a terra reclamar,
em pó se desfizer
A matéria.
Se o tempo mudar
o vento norte
E a morte
cortar só por cortar o entardecer
E aí diz, de
que vale o crer…
Se uma força
invisível comanda a vida
Se terrenos
nossos passos são moinhos
De Mós
toscas em estilhaços.
De que vale
lágrimas em cascata
Palavras surdas
e fracas
De que vale.
E se o tempo
da colheita então cessar
Tudo, porque
olvidámos semear
Será que noutra
vida a reboque
No ressurgir
nos iremos encontrar.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Sina...
O porquê dos
porquês numa questão vadia
Esperança
contida na tarde vazia,
A base
instalada na vaga justiça
Candeia singela
de uma cor mortiça.
O porquê do
amor num dia de vento
Da dor
instalada no corpo dormente
Ou da
certeza que roí, estranho tormento!
Nas horas
foscas por um sol demente.
Que queima
no branco do casario
Alentejo em
pranto gemendo p`lo frio
E aquela sombra no banco da praça,
Traz à memória
ténue barcaça.
Onde o sonho
contido se atreve a remar
A brincar
aos índios, flechas de matar…
Quem dera no
virar da esquina
A velhice grata
fosse a minha sina.
sábado, 26 de julho de 2014
Fim de tarde...
Descansaste o olhar em mim,
Carência que afogaste…
No brilho dos meus cabelos,
Que o vento teima em ondular.
Sonolento o fim
Aconchegou-se, não reparaste,
Nos minutos apressados
Que teimaram em galopar.
A brisa anunciou
Que a tarde terminou.
Os meus cabelos branquearam
Dos teus olhos então brotou.
Uma saudade temporã.
Carência que afogaste…
No brilho dos meus cabelos,
Que o vento teima em ondular.
Sonolento o fim
Aconchegou-se, não reparaste,
Nos minutos apressados
Que teimaram em galopar.
A brisa anunciou
Que a tarde terminou.
Os meus cabelos branquearam
Dos teus olhos então brotou.
Uma saudade temporã.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
A minha Pena... Décimas.
(Mote)
Caprichosa,
a minha Pena.
O meu jeito
de versejar.
Por vezes é
cantilena.
Enrola e até
sabe, amar.
Estranha
sina é ser poeta.
Penso comigo
em silêncio.
Ao escrever
chego a ter frio,
Sem que a
porta esteja aberta…
Muitas vezes
é soberba!
Ou então: modo
de vida.
Outras: estado
de alma.
Pois num verso,
embriagado,
está o ego,
inebriado.
Caprichosa,
a minha pena!
Martírio…. Por
dias a fio!
De olhos fixos
se mantém.
É de todos e
ninguém.
É água solta
no rio…
Sozinha …
até perde o brio.
Ao olhar…
olhos mortiços.
No regaço… leva
abraços.
A quem da
vida está cansado.
É altivez ou
simples fado:
O meu jeito
de versejar.
É mentira… ou
é verdade.
É loucura em
contramão.
Por vezes é
encontrão.
Noutras… Leviandade.
Juro… quase
sempre é vaidade!
Corre solta,
entre as veias.
Pode ser pernas
sem meias,
onde faltam
os sapatos.
Gritarias…
espalhafatos.
Por vezes é
cantilena!
Tudo isto
num poema:
Eu coloco a
meu prazer.
Versos… Eu
sei fazer:
Como quem
reza novena!
Sinto e
chego a ter pena…
Deste dom
que Deus me deu.
Pedinte…ou
camafeu.
Tosco altar,
idolatrado.
O meu cunho
é afiado.
Enrola e até
sabe, amar!
Defeito...
Serás Verbo
no castrar do sentido?
No limite
imposto pelo seio
Onde resguardas
a loucura
Enunciação paralisada
pelo veto
Que assombra
na alta madrugada…
Serás Homem
no sentido da palavra
Espécie elevada
a ´´Maior``
Pela força invisível
aos terrenos
Alada ideia ´´Criador!``
Certeza absoluta,
mas caduca
Por maior o
saber que olvidemos
Na ganancia
que gera imperfeição.
Serás tudo,
na dor que me acompanha
Quem dera um
mundo perfeito
E a sede não
passasse de artimanha
Fissura erradicada
por defeito.
terça-feira, 15 de julho de 2014
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