sábado, 4 de abril de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Estas Rosas... Uma Páscoa feliz.
As rosas que
me caem aos pés,
são de uma ausência
deslavada,
por todas as
lágrimas que chorei, depravada.
E as
lágrimas são cardos, pisados a eito,
por ilusões
e paixões. Amor-perfeito!
São estas
rosas os beirais do telhado,
onde repousam
ninhos de andorinha.
São as
esquinas que me amparam marés,
Propicias ao
desencanto!
São rosas
vermelhas, beijos esquecidos,
outras vezes
brancas, mortalha em vida.
São estas
rosas vaidade minha!
Pois na
saudade sou senhora e rainha.quarta-feira, 1 de abril de 2015
O Livro Estranha Paixão
O Livro Estranha Paixão tem página no Facebook.
,
https://www.facebook.com/pages/Estranha-Paix%C3%A3o/660880397373479
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sábado, 28 de março de 2015
Logo mais...
E se o luar
fosse sinal de que o amanhã floresce,
se o verde
das árvores ficasse mais verde nesse luar.
E as pedras
da rua fossem cirandas ao circular.
Mas o luar é
só luar, as pedras, só pedras, e as árvores estão nuas.
Nessa nudez
sobressai a certeza de que a luz pálida da lua,
atrai todos
os Invernos.
Daí, o frio
que pressinto ser muito mais que isso.
É um glaciar
onde escasseia a vida.
Ou não fosse
a noite prenúncio pálido onde coabita o credo,
e eu creio, com
a crença propícia à cegueira…
O mundo não é
mundo se a paixão sucumbe.
E a noite,
ora a noite… logo mais dará lugar ao dia.
Logo eu...
Por vezes as
palavras falham. Estão a mais,
com uma futilidade estonteante.
Por si só,
sinto na garganta o supérfluo.
Não sei que
falar, que escrever.
Ele é um nó…
que me atrofia.
Por vezes as
palavras erram. Sem norte,
vão e vêem
na minha mente,
vêem e vão,
constantemente.
Correm veloz,
mas… morrem antes de nascer.
Logo eu, que
tinha tanto para dizer.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Condor...
E se o sonho
viesse uma única vez.
Me elevasse
p`lo alto até o sol se pôr.
Se à meia-noite
me mostrasse a lua,
ou as
sombras que circundam, o sei lá, talvez…
De uma
quimera.
Seria a
noite, com certeza dia!
E a lua
apesar de gélida aqueceria o meu ser.
Seriam as
estrelas farol em alto mar.
E a saudade que
me circunda,
se dissiparia
nos ecos do meu pensar.
Mas como
quimeras são castelos de espuma,
onde os
fantasmas pernoitam.
Peço ao sonho
simplesmente, um sorriso.
E aí… a lua,
as estrelas e o mar,
dançarão noite
fora, como no céu o Condor.
sábado, 21 de março de 2015
A Poesia...
A poesia é
um caudal de água cristalina,
ou espuma branquinha
em praia deserta.
Partitura de
Beethoven, rir, suor e sina.
Deve ser
brisa liberta que desperta…
O sentir
pelo chão gretado, uma menina,
logo mulher…
elege o amor em estrada incerta!
A poesia
deve ser o sol que ilumina,
a tarde quente
ou sombria da alma humana.
Por tudo
isto reclamo aos versos forjados,
retalhos de
ceara por ceifar, brocados…
Molhos de
rosmaninho em terra de ninguém.
Reclamo o
teu olhar com ousadia e saudade.
Nos versos
desnudo a minha ansiedade!
Choro por mim,
que agora aqui… Amanhã além!
21-03- 2015
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