sábado, 13 de junho de 2015

Quadras de Santo António...

 Nas marchas populares
Quero contigo bailar
Nos acordes, nos trinares
Contigo quero marchar.

E no cheiro a mexerico
Depositarei um beijo terno
Pois em casa é que não fico
Mesmo que a noite cheire a inverno.

Está um frio de rachar
Ó meu rico Santo Antoninho
Anda tudo pelo ao ar
Mas que frio, que desalinho.

Não te quero incomodar
Mas o pedir faz sentido
Atrai até mim o namorar
De um beijo atrevido.

E numa sardinha assada
Traz o pão, que é nosso povo
Eu só gosto bem passada
E com um gole de vinho novo.

E para terminar
Santo António casamenteiro
Será que me podes brindar
Com um amor verdadeiro.




quinta-feira, 11 de junho de 2015

Os meus sonhos...

Todos os poemas de amor são histórias inacabadas,
melodias ao luar, ou choro de almas cansadas.
São retalhos de um lençol onde o corpo adormeceu,
qualquer poema de amor: meu amor é teu!

São teus, os meus delírios,
e as minhas insónias.
De igual modo as minhas vitórias!
Até as dores sem dia ou hora,
são tuas!
São teus os meus sonhos:
perdidos no vento em grandes rebanhos!


quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Nosso Amor

Caminha comigo à beira mar,
onde sem espaço ou tempo o sonho emerge.
Deixa que o vento te roube um beijo,
e o deposite nos meus lábios.

Ouve então a canção das ondas e sorri.
Nas nossas mãos unidas: o mundo!
Corre na areia: mas leva-me contigo.
Poderei então morrer sem aflição.

E as gaivotas que sobrevoarem a praia,
levarão presas nas asas,
por entre os ventos em abolição,
uma história de amor por inventar.

Camões...

Convido-te Camões para uma conversa adiada.
Falaremos de ti, dos teus feitos, dos teus amores,
do teu cativeiro, e porque não de alguns doutores.
Do mar, de aventurança e da palavra arrastada…

Por um acordo impertinente! Língua mãe açoitada!
Já noite fora chegarão os Lusíadas. Redentores
são todos os poemas de amor! E simples pastores
são os poetas alta voz. Como herança a tua vida!

 Camões: grita na madrugada: Sonho e Confiança.
Grita a tua humildade. E aos vendilhões: Dignidade.
A Portugal alerta que a Vitória é Memória.

Para que servem medalhas em colossal pujança?
Amanhã em estéreis caravelas de oportunidade,
afundam sem respeito a Tua Soberana História.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Todas as Palavras de Amor

Sussurra ao meu ouvido: amor,
e caminha comigo por entre a madrugada.
Faz com que acredite que o céu é logo ali.
Exibido na cor do arco íris.

Desliza a tua mão pela minha pele,
sob os dedos sentirás o coração.
Onde a emoção é planalto antes do céu!

Sussurra o meu nome…
Mas grita bem alto a minha solidão,
e todas as palavras de amor farão sentido.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Palavras de Amor...

Subo contigo à colina;
e bailo num tempo sem fim.
as pedras da calçada sorriem
do teu ar de menino.
Eu, embalada no rir
revejo e desatino.

Num sonho antigo! desconheço,
onde paira o pensamento.
Porém reinvento vocábulos
de amor!

E a dança é então cativa dos meus sonhos.
E o vento o mensageiro desse amor.
Eu, mulher: mas que ser imperfeito!
Redescubro palavras, sou um óptimo actor



domingo, 7 de junho de 2015

Um verso de amor...

Pede um verso de amor…
Como se as palavras não se repetissem.
Pede por mim, por ti, por todos os que sonham ao luar…
Pede um poema de amor: refeito e com cor.
Atreve-te a saborear o impossível, e ri de mim,
mulher sem eira nem beira, onde o vento suão
é palavra. Implora amor…
Por tudo o que te é sagrado.
Mas não implores por mim,
sou ave de rapina em voo prolongado!
A banalidade no verbo amar é arrepio:
em quatro letras! Então,
que seja verbo na frase perfeita.
Do amor elevado ao cume sem galanteio…
Pede por favor um verso contrafeito.
E verás borboletas nos meus olhos.