segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eu sei




Dividida
Entre o que foi
O que será amanhã
Hoje, para quê saber

Chamem-me
Louca
Na loucura consentida
Acre e doce da vida
Mesmo pouca
O bastante
Alqueire

Tudo o que penso
Descarrego
Num papel timbrado
O tédio adormece
É noite desfalece
Agoirenta
Rebelião ao nascer
Quem pediu para tal
Desarmonia
Infernal no meu ego
Renego
O que não disse
Ou deixei por fazer
Amparo
Tal meiguice
Palavras e palavras
Actos e recatos
Inventei

Doidice nocturna
Taciturna
Inglória
Eu sei.


Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...