sábado, 27 de maio de 2017

Calmarias estivais…

Saberás o peso da emoção quando sinto
o bater do meu coração, mal te olha.
O silêncio pode ser senhor do recinto.
E a palavra pode ser xaile ou capa.

Este amor a bailar é senhor do meu peito.
É delicado sentir… e até a alma canta.
Em trovas de sol maior… Amor-perfeito!
Ou pedaço do azul do céu que te embala.

Não… não digas nada, as palavras são demais.
Os gestos são a peneira que filtra o meu ser.
És tu vendaval… calmarias estivais…!

De mil balões coloridos é composto o crer.
Sempre que te olho por entre os trigais.
Meu amor: és tu! O que é que hei-de fazer.


Pétalas mortas…

Tu… que olhas com ligeira estranheza.
Qualquer pé roto, enquanto pisas o palco…
Sem reparar no ponto… ou que julgas proeza:
Esse olhar que nada vê. Embaciado p`lo cisco!

Não sei se é obra da própria correnteza…!
Pode ser areia a quem falta o chuvisco.
Ou então: será vazio, com toda a certeza.  
Aos olhos do ponto… é cordel sem grafismo.

Ignoras; por mais feio que seja o gaiato:
Pode rir em gargalhadas estrondosas.
Tal e qual a maresia espalhada p`lo vento.

Desconheces; que até um pé sem sapato…
Se atreve por estradas ladeadas de rosas.
Enquanto as pétalas mortas: São só aparato.


domingo, 21 de maio de 2017

Vila Viçosa (Décimas)

Mote ( Sr. Venâncio)
                                            
Com artes e culturas
À história pertences
Grupo de enormes figuras
Ilustres Calipolenses

I
De branco anda vestida.
Princesa, menina, mulher!
Em pétalas de bem-me-quer.
A sua beleza é vivida.
Em mármore é pedra esculpida.
Berço de honrosas bravuras.
Na ponta da espada, lonjuras…!
Dando ares a laranjeira.
Vila Viçosa é pioneira:
Com artes e culturas!

II
A sua herança é de mestre.
No rol tem doutores e pintores.
Foi até berço de nobres.
Valentia que enaltece.
Em memórias que reparte.
Nas ameias do castelo.
Os papiros são novelo.
Que me deixam a cismar:
Este cunho é de encantar.
À história pertences…

III
Donzela de olhar trigueiro.
Airoso traje a rigor.
O laranjal em flor;
é pajem namoradeiro!
E se o tempo é passageiro,
o sol é calmaria.
Meus amigos quem diria!
Ergue-se das calçadas o grito:
Vila Viçosa é talento.
Grupo de enormes figuras!

IV
Aqui; nasceu Florbela.
Rainha da poesia!
O seu dote é nostalgia.
E há muito que é janela.
Seus versos são a ruela
Porta de entrada do mundo.
Mas que legado fecundo.
A par com o Passo Ducal.
Estandarte de Portugal.
Ilustres Calipolenses!





quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sol de Verão...

Hoje olhei uma nuvem no céu e vi o teu rosto!
Sereno e gentil, como, só tu sabes ser.
Nas asas do vento senti o teu cheiro,
e nas flores amarelas que matizam as cearas,
o teu sorriso aclarou o dia.

És a rocha que ampara o cerne do ser.
És o chão ou o rio, meu bem-querer.
És o amor e o sol de verão.
Se até nas lembranças, tu és a paixão.

Que ilumina os meus passos.




Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...