segunda-feira, 31 de dezembro de 2012



Feliz 2013…. Para todos os que passam por este Blogue, tornando assim os meus dias mais ricos em calor humano.

Hoje não escrevo poemas
Nem tao pouco sentimentos
Penso escrever apenas
A paz em alguns momentos

Este ano de 2012 foi enganador
Deixa no regaço a saudade
De um povo sofredor
Alguma intranquilidade
E no meio muita dor

Deixa contudo a esperança
Num mundo muito melhor
Deixa em mim confiança
Que darei um passo maior

Assim a minha crença
Chegue ao teu coração
Esta missiva convença
A dar-mos então a mão

Um feliz 2013 é a minha vontade
Que te traga muita saúde
E um pouco de vaidade
Em ser tal como és
Nunca te deixes moldar
Se Deus te fez tal e qual
À imagem que tens de ti
É porque não estás assim tão mal
E mereces ser feliz.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Desconhecido




Nas ruas cheias de gente procuro um rosto
Desconheço a sua cor, o credo até a dor
Que por ventura carrega no peito
Tanto faz que seja céptico, ou distante sonhador
Se é velho, ou criança, pode ser ambas as coisas
Vincadas no tempo as rugas, na alma a alegria
Desconheço o seu nome, a curvatura das costas
Se tem calos nas mãos, ou dedos de pianista
Procuro nas ruas um rosto, será homem ou mulher
Sei lá… Tem que ser companheiro e acreditar

 Sobretudo pensar fazer do desconhecido um irmão.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Bem alto

Sou pequena demais perante o brilho das estrelas
Átomo que se desintegra na realidade além de mim
O fascínio de um poema, o som de uma orquestra são asas
Que me levam além vida, sou pequena demais sim

Contudo os meus medos não cabem no universo
Vou contar-lhes um segredo, nesta noite silenciosa
Não tenho medo da morte, ou da vida, só do contexto
De uma moeda de troca que não quero, porém enganosa

É a minha negação, sou pequena demais mas almejo
Deixar para trás algumas flores espalhadas pelo chão
Que piso nesta vida desequilibrada, mas igual a realejo
Que toca uma musica antiga é a minha absolvição

Sussurra notas desafinadas, nas pontas dos dedos, um espinho
Nas costas e na cabeça levantada, na alma rosas brancas
Que lanço no vento, uma esperança vadia que alegre seu dia

Pequena perante o brilho das estrelas, porém rabisco palavras
Jogo-as a seus pés, assim descaradamente, um tanto indolente
Brinco, se me é permitido brincar neste Natal de tantas lágrimas
Mas a sina dos poetas é cantar desalento mansamente

Tal como é erguer bem alto a bandeira da sobrevivência.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Amanhecer



Esta noite sonhei enfim
Com alegre amanhecer
Ao despertar por fim
Vi o sol a florescer

A aurora ainda tímida
Olhou de cara ensonada
Pensei que estava perdida
Não! Estava enamorada

Pelo campo alentejano
Salpicado de maresia
É assim durante o ano
De manhã ao fim do dia

Aqui e ali um ribeiro
Mais além um lago azul
Tudo é mais verdadeiro
Por entre os campos do sul

Por fim o sol estendeu
Os braços cingindo a terra
Logo ali me ofereceu
O belo fulgor da serra

E num ramo de azinheira
Depositou um abraço
Faz dele a tua bandeira
Desta maneira to passo

Para que assim fragmentes
Entre amigos e inimigos
A vida é curta não faças
Das mágoas frias correntes

E com este amanhecer
Desejo-lhe feliz dia
Prometa nunca esquecer
O encanto da fantasia.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Preciso do seu voto

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vida




Às vezes penso comigo que a vida é um jogo
Onde não faltam planos e ciladas, aparato e troféus
Engalanados sem fé que ribombam em diálogo
De palavras confusas colmeias de dias bons e maus

Pois será a sorte madrasta na medida de um quinhão
Estará a porta entreaberta, escapatória ao coração
Será a juventude fonte onde não morrem peixes
E a velhice apelativa ao não te queixes

Às vezes penso comigo que parca sou
Mas basta um detalhe e tudo mudou
Poderei ser cega, de uma cegueira fuinha
Contudo, olho os teus olhos serei rainha

Na palma da minha mão a tua mão estendida
Maior ou menor aflição, unidos na estrada da vida.
Na palma da minha mão repousa teu beijo amor
Se solto no vento suão um sopro de luz e cor.