sábado, 22 de dezembro de 2012

Amanhecer



Esta noite sonhei enfim
Com alegre amanhecer
Ao despertar por fim
Vi o sol a florescer

A aurora ainda tímida
Olhou de cara ensonada
Pensei que estava perdida
Não! Estava enamorada

Pelo campo alentejano
Salpicado de maresia
É assim durante o ano
De manhã ao fim do dia

Aqui e ali um ribeiro
Mais além um lago azul
Tudo é mais verdadeiro
Por entre os campos do sul

Por fim o sol estendeu
Os braços cingindo a terra
Logo ali me ofereceu
O belo fulgor da serra

E num ramo de azinheira
Depositou um abraço
Faz dele a tua bandeira
Desta maneira to passo

Para que assim fragmentes
Entre amigos e inimigos
A vida é curta não faças
Das mágoas frias correntes

E com este amanhecer
Desejo-lhe feliz dia
Prometa nunca esquecer
O encanto da fantasia.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...