domingo, 29 de julho de 2012

A Azinheira


Na calmaria da planície
O oásis tranquilo
Era assim na meninice
Brincando a isto e aquilo

Na sombra da azinheira
Os carreiros de formigas
Ganhões em longas fileiras
Sob os ombros loiras espigas

Eu olhava embasbacada
Com tão árdua labuta
Por vezes uma parava
Descansando a astuta

Ai quem me dera que os homens
Se parecessem com as formigas
Loiras eram as paisagens
E o resto são cantigas

Só resta a velha azinheira
Na planície tão cansada
Minha nobre companheira
De uma vida tão mudada

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...