sexta-feira, 19 de julho de 2013

Noite




Que certeza se esvai quando a melancolia aflora
Não há dias bonitos mão na mão estrada fora
Faca de dois gumes o cómodo da certeza
Amanhã, serei eu e mais eu na correnteza

Escusado o meditar na noite quieta
Igual aos dias e às tardes a maré certa
Como certo o vazio em redor
Trás as sombras da noite, maior
É a saudade que agora desperta
No rosto e na alma um rasgo sem cor

Mas se não procuro p`lo sol que espero afinal
Se nos campos até o restolho aguarda
Pela maresia que trás a aurora
Indago então às pedras que rolam
A futilidade das lágrimas
que assolam
Enquanto o restolho lá fora segreda

À noite.
– Vai embala-lhe o sono, é ela que implora.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...