sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Razão



Não consigo divagar comigo. Para mim não consigo olhar
De manhã o sol encandeia, à tarde a névoa distrai
De noite a mais fina teia atrofia o meu andar

Dois passos atrás às vezes num só pé a equilibrar
Dou por mim estou no trapézio da garganta se solta um ai
Disfarço o meu mal-estar mas assim não vou encontrar

Mortiça luz na candeia Portugal a naufragar
Submergindo assim se premeia
Imperícia no aforralhar.

E depois, desterrada e fria
A razão de uma qualquer sentença
Nem sempre assim se permeia
O resfriado numa indiferença.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...