terça-feira, 19 de agosto de 2014

Que perguntas...

Satisfaço a saudade na sorte macabra
De um raio de sol na madrugada
Numa gota de chuva, no piar do mocho
Sacio a sede na lembrança peada.
Pelo receio de ser, de ter, viver…

Que fazer… Sou assim e tu logo ali,
No virar da esquina que parece remoto.
Faço de mim ermita, um modesto monge.
Pergunto ao vento se me trará de longe,
O piar da coruja numa estrela cadente.
E aí quem sabe a minha alma murcha,
Se atreva a sorrir da vida demente.

Satisfaço a saudade de não sei o quê
Nas perguntas que faço.
Estranho porquê!
E no virar da esquina outro alguém como eu,
Que perguntas fará quando olha o céu.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...