segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

E agora



E agora que a noite se aquieta
Quem dera se aquiete o sentir
Adormeça e deixe de ouvir
O ruido do escuro lá fora

A noite nem sempre amaina
Os versos que caem aos pés
Soltos ou em revés
A noite nem sempre é mãe
Agonia que o poeta sente
Lembrando os olhos que cortam
As pedras pisadas a eito
Os medos do gentio que sofre
Nas ruas que se entrelaçam

E agora que a noite se aquieta
Redescubro o vazio em que estou
Em versos que luta esta
Tão pouco do dia restou

Queridos leitores e amigos. Este espaço nasceu em 2010, como tal, a lista de leitura está a tornar-se extensa, oito anos é muito tempo, sã...