domingo, 15 de dezembro de 2013

Serei



Serei! Ápice insatisfeito
Na terra de ninguém
Instante ou aconchego
A sombra do além
Na lembrança que resguardo
O teu rosto é o sol
Uma flor no meu regaço
A frescura de um lençol

De linho bordado a oiro
Os teus olhos nostalgia
Serei! Cofre de um tesoiro
Meu amor quem diria
Na minha insatisfação
O dia nasce tristonho
Renasce em aparição
Abrindo as portas ao sonho

E quem sabe lá adiante
O barro seja vermelho
A tua presença constante
Mesmo que minta o espelho
Os dias sejam iguais
Serei louca varrida
Simulando jamais
Que a vida é de fugida.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...