terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Olhar condoído

Caminha trôpego
De farrapos vestido
Caminha ausente
Não sonha ou presente
O momento é incerto
Relembra o logro
Na dor esvaída
Ruela da vida
Num copo caído
Momento traído
À sorte madrasta
Um dia foi jovem
Saltou o presente
Hoje velhinho
Está só e ausente

Tombado na ruela
Mais morto que vivo
Eu passo singela
Descaio o olhar condoído.

Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...