sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Memória

Escorregam na calçada
Desgraças
Vultos de negro vestidos
Nos passeios envelhecidos
Escorregam carcaças
Morte retalhada
No conformismo
Escorrega a democracia
Na barriga vazia
O logro
Escorrega o medo
No olhar que passa
De quem passa na praça
Numa noite de Inverno
Inferno trespassa
A memória colectiva

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...