sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Alentejo



Paleta de cor terra
No verde a mistura
Suave ora agressiva
No olhar perdura

Renasce a cada erguer
Do inverno crespo
Odisseia amanhecer
No ar aroma fresco

Alentejo prolongar
Na planície o segredo
Da vontade a divagar
Na visão de um rochedo

Paixão suor memória
No barro o contorno
Colchão do meu sono
Nas letras o retorno
 
Agora em cores vivas
Pintarei a tua alma
Tuas vidas cativas
Alentejo a tua calma.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...