domingo, 19 de junho de 2011

Moeda de troca

Não me batam palmas se são meus pares
Danças cativas chamando atenção
Com que me acenam e me jogam flores
Sei ser grande e airosa essa tentação

Chamem-me ingrata ou descortês
Digam que estou doida, em negação
Prefiro o desbotado de um talvez
Do que cabeças a desancar no chão

Sou tudo e nada, apenas assimetria
A proporção é um gigantesco lago
Prefiro um não à acessão estéril e vazia

De um sim meigo em gesto rogado
Arremesso o relento da adesão fraca
Que se esfrangalha num sombrio trocado.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...