quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reinventar a saudade

Deixa que te escreva
Que rescreva cada gesto teu
O teu olhar suspenso no meu
Quero requisitar fascínio ao céu
Reinventar o teu gosto
Que o silencio leva

Para longe

Por entre maré viva
Momento adiado, a partida
Nicho de emoção sentida
Que tolhe a inquietação vencida
Por um véu no rosto
Saudade na despedida

Deixa que te invente
Até o amanhã voltar
Um abraço que aparta o mar
Nós dois a naufragar
Por entre o vinho, o mosto
Delirante de um beijo que se atreve
A reinventar a saudade

Que foge.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...