domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hoje não escrevo poemas



Sabem porquê

Porque hoje não tenho palavra que corra solta
Tenho um nó na garganta que me tira o pio
A vizinha à pouco disse: Deve ser do frio
Encolhi os ombros, dei meia volta ligeira

Sentei-me então no portal da porta
À espera de quem passasse
Por mais de meia hora a rua vazia
Até que um velho se assomasse

Trazia nas costas o peso do mundo
No olhar a desilusão
Contudo deitou-me um olhar sisudo
Como se me desse um empurrão

Rapariga faz-te à vida, o que esperas
Olha que o tempo vai de fugida
Aí sentada de braços caídos
Só atraias uns tantos vencidos

Nem sequer parou para me dizer bom dia
Lá foi rua abaixo, foi-se a companhia
Hoje versos não escrevo
Não me apetece, ai mas que enredo.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...