domingo, 3 de março de 2013

Sabem que mais

Por vezes carrego os pecados do mundo
É como se pedras me pesassem nas costas
Arremessadas sem cuidado, contudo
Rolam ligeiras, sobem-me aos ombros como encostas
Por onde espalho com espalhafato mil razões

Dizem que sou doida, ou então maléfica
Outras vezes encolhem os ombros
Como se não existisse, eu pecadora me confesso
Não tenho pachorra para meia palavra
As palavras têm que ser claras e se deixarem escombros
Então que não se percam dias a remendá-las

Sabem que mais que seria do mundo sem doidos
Que seria do dia sem vento, após a calmaria
Que seria da noite sem dia e das semanas sem meses
Sabem que mais, que seria de mim às vezes
Quando carrego nas costas os pecados do mundo
E os descarrego aos pés como se fossem pedras.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...