terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Natal fecundo...

 Do fundo dos teus olhos resvalam cascatas,
Onde pernoita a esperança. Porém é triste
O teu olhar criança. Quisera que sorrisse
O negro das vestes pintalgadas de borboletas.

E voassem Aladino`s nas suas parcas asas,
Ou não fosse o teu sonho templo que resiste
À loucura humana. Criança mulher aliciaste
A minha pena insana. Ai tristes palavras…

De poeta inglório. Quero dar ao mundo
Retalhos de luz, quero dar ao mundo fantasia!
Mas tudo é tão negro, de esquiva alegria.

Quero dar ao mundo um Natal fecundo,
Recantos sem sombra num leito com alma.
Ambiciono dar ao mundo… Crianças com vida.


  
 Foto: Alfredo Cunha.

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