quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ser feliz...

Dou pelo amor, horas calmas...
É lá que pernoita a vontade!
Mas; desliza singela pela correria...
Ou na desventura da cegueira.
Esguio é quase sempre o salitre,
 no rodapé do silêncio!
Dou pelo amor em fracções de segundo...
Resvala submerso no nó da garganta.
Atrofia a vontade onde a lágrima jorrada:
Não passa de bulício em aflição!
E assim dou por mim a pensar:
Quanto ingrato é o medo de amar.
Ou a vontade de abraçar!
E assim dou por mim a pensar:
Que a pena sentida é sombra...
Escarpada na ignorância,
de ser feliz!