terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Peças de Xadrez...

    -Não desistas de mim- imploraram teus olhos de mel.
Instante denegrido pela sofreguidão do domínio.
    -Não desistas- como se palavras fossem adagas, do ser…
E o medo não matasse o viver.
Sentenças arremessadas a preceito. Pano que tenta cobrir o mundo.
Um mundo, que não extingues…
Preguiça sobranceira onde insistes!
Ou não fosse o coração terra que ninguém pisa.

   - Não desistas de mim- pediram os teus olhos ao início do Outono.
Rogaram novamente ao despontar da Primavera.
E no calor do Verão soterraram ambições! Estio propício ao engano.

Como se desistir, não fosse cartas de baralho viciado,
Ou peças de xadrez mal jogado! Onde o peão a reboque da dama
Empedernisse o rei…

São os teus dias cinzentos… Olhos paredes meias com nada.
 Não desistas. Ou todos os sonhos serão restolho com morrinha

Sou eu que te digo. Eu, na vida fuinha.


Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...