terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Espanto...

A míngua de olhar ergue muros,
alcoolizada pode ser a cegueira…
Brado arrancado ao sussurro
De um coração em espanto …

Que é isso afinal? Perdurável sensação,
que ao dar se nega o ter, no ser de agora,
que é isso afinal?

Tumulto de um dia não,
fechado na mão, oh não…
Não. Não gastes saliva em vão.

Escasseia na palavra amor a garra,
crença elevada em brado.
Escasseia nos corpos nus,
nas mentes fechadas,
até nos lábios unidos…

A míngua de olhar ergue muros,
decorados a bolas vermelhas!
Não fossem as luzes brilhantes,
e ficavam por lavrar,
palavras de amor.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...