quarta-feira, 22 de junho de 2016

Brechas

Sabes: Quando tudo te cai em cima,
corrente tresloucada, sem limite…
Até parece que escorregas da colina;
que é a vida. Sem te permitir palpite.

Ficas tolhido, sem sol ou lamparina.
Num palco desenhado a grafite.
Em que tudo dança igual a bailarina.
 Onde entraste sem par ou convite.

Sabes: Aquela voz que almejas, não está.
Só o silêncio ressoa nas paredes brancas.
Até o vento anda por aí ao Deus dará…

Escusa-se a entrar como se escusam as asas.
Mas o tempo não pára e logo ditará:
Novas regras através de ínfimas brechas.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...