sexta-feira, 9 de junho de 2017

Deixa...

Deixa que adormeça nos teus braços.
Mas não é para dormir só por dormir.
Tal como os pardais pelos silvados.
Deixa que me embale no teu sentir.

Já que os passos andam tresmalhados.
Tal como uma criança e o seu sorrir.
Deixa que acalente ágeis bailados.
E que neles surjam estrelas a provir.

Anda o tempo sempre de enxurrada.
Andamos nós sempre em roda-viva.
Esquece meu amor os desencontros.

Não passam de passos apresados.
Quase sempre escondem os cansaços.
Mas não é isso que conta nesta vida. 



Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...