sábado, 10 de junho de 2017

Quem sabe...

 Porque será que sinto que a poesia não é minha?
Estou despojada deste sentimento de posse.
Sei que sou o recipiente que fertiliza a emoção.
A marioneta que alcança a imaginação.
O portal onde dançam os receios ou os sonhos.
Por tudo isto não sei o que é isso; da minha poesia!
 Não…!
Quando os versos são caravelas em mar revolto de ambição.
Quando os sentimentos são fantoches na minha mão.
Mesmo que as palavras agonizem, estou imune à pena.
Sendo a própria pena a ferramenta de trabalho.
E as alegrias as orgias onde deleito o prazer.

Porque será que sinto que a poesia não é minha?
Quem sabe… Porque são os versos os filhos bastardos
na roda da sobrevivência!