segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Recordações

Quero as recordações sem dia nem hora
Quero a imagem cristalina, ali presa na retina
Quero sol, quero a lua, a alma nua
Sentir o aconchego de uma aguarela esbatida
Anilada, levemente sombreada pela cor

Quero acordes ligeiros, um piano
Quero as tuas mãos percorrendo o meu rosto
Quero o vinho mas primeiro o mosto
A mistura açucarada em pleno Agosto
O travo na boca após o sabor

Intenso da saudade, que deus me dê saudade
Só não tem quem não chegou a nascer
Saudade, cabelos brancos a crescer
Uma vida, um entardecer
Saudade nem sempre é dissabor

É um caminho sem volta
Muita alegria e cor
Saudade se te afastas meu amor
É o descair da noite sabendo que chega o dia
Saudade palavra fácil e de muitos companhia