quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A poesia



O ápice não sabe de mim no meio da algazarra
Estou assim num impasse
Num gueto de terceiro mundo, inerte
Para logo me sentir empolgada

Olhando a minha cara acabei por sorrir
Para o espelho embaciado´
Correram as horas sem ouvir o som
Do relógio carcomido pelo passar
Das ideias apressadas esperando cativar
Almas cansadas, iguais no sentir
Sombras vadias e versos a advir

Também me ocorreu um sabor a tédio
Na nuca de uma criança
Que sonhando acredita na poesia
Desinteressadamente folheia um livro
Esperando encontrar a fasquia

Neste inverno em que a cal se solta
Pelas paredes rachadas
Inventam os poetas estrofes em letra torta
Esperam os leitores flechas
Que rasguem a memória e o nevoeiro
Implementado pelo desaire em solo pioneiro

Finalmente a luz do dia
Trás consigo a penúria
 É tempo da poesia
Ser pilar contra a incúria.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...