quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sonha Poeta



Brinca criança brinca
Inventa borboletas azuis
Na falta de amor vagueia
Pelo portal da exaltação.

Sonha poeta sonha
Brinca com as palavras
Nos dias do sonho vagueia
Em triunfo pela paixão

O sonho é esculpido na rocha da determinação
Cabe aos homens empunhar o escopo
Vagueia sim com imaginação, implacável e ditoso
O poder de ser através da criança que nunca morre
O domínio do impulso sem contradição
Com os tempos que grasnam fome
 
Brinca criança, poeta de agora
Afasta a solidão, com precisão
Nas frases despidas noite fora
Leva p`la mão o teu irmão

Brinca poeta
Nos traços dissipados
Contudo é tua a escolha
Semeia versos que sejam dardos
Ou simplesmente aos tempos mente
E a semente não eclodirá, é tua a escolha.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...