domingo, 4 de novembro de 2012

Portugal, o que foste


Que anunciam os momentos,

As sombras que deambulam pelas vielas
Os nichos recomidos das almas
As vozes
Roucas, onde a garganta se afunda e o ai se solta
Pobreza enraivecida escondendo vergonha
Na fome que a barriga contrai
Ai.

Aqui onde se capam vontades, uma nação sucumbe
No desperdício de vidas e de saber previdente
O jovem atiça revolta
Contra uma sorte madrasta, a batina repousa no escuro
Envolta na memória vadia, o que fomos
O eco da coragem ressurge no dia
Portugal o que foste, o que és
Uma esperança vazia.

Ai de mim...

Deixa que adormeça na terra árida. Que o tojo seja o cobertor dos dias frios. A aurora seja o sinal que a alma aguarda. E o vento o ...