sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fotografia



Traz a chuva o barulho
Que esfria a alma
Contudo serás tu a flecha
Que o transe anuncia
Não sei do que era capaz
Por um pingo de chuva
Solto no teu olhar

A balança da justiça (sem) pêndulo
Deflagra o abismo
Insonháveis os sonhos ao juiz
Relâmpago fatal engana
A quem o diz

Apercebi novamente
A chuva lá fora
Aos meus ouvidos a sua voz
Traz com ela a verdade

Dolorosa fotografia
De quem nada é, nada sabe
Para além da vidraça num dia de chuva.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...