quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Amor...

Não cantes Pátria inglória
Berço de poetas tresloucados
Esquece na valeta a tua história
Da bandeira esfiapa os brocados.

Não cantes em voz dolente
Amor, ou a cor dos sentidos.
Renegas num fado miserável
O povo e seus gemidos!
Não cantes Ave-marias…
Quando todas as Marias
São Marias em desgraça.
E os Maneis…
Carcaças que mendigam na praça.

Não cantes, não te atrevas…
Repara no muro dos lamentos
Ou então…
Nos rostos quando cantas,
AMOR, AMOR, AMOR!
Engolido nas gargantas
Dos que tem fome.

Foto: Alfredo Cunha



Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...