quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Assombro...

Caiu na rua o assombro, preso nas folhas de Outono!
Houve gente abismada, um sururu, intragável.
E nas pedras da calçada até ruiu o bordel…
Saiu à rua o assombro. O Rei caiu do trono!

Pergunto neste dia, em que às vezes tenho sono.
Serão os cães ventania, as palavras carrossel,
serão os homens, feras famintas a granel…
Ou então; chegou o fim dos tempos. Mono...!

Ou macacada ilusória num reino de meio sem ponta…
Jaz estendida na montra de uma qualquer baiuca!
E depois adivinho-me barata tonta.

Nada será igual! Tudo nasce e desponta.
Mas... mais dia, menos dia, logo cai a peruca.
Resta acreditar que o amanhã é que conta.



Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...