segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Mas se repararem.

 Reparem nos dias sempre iguais!
Nos abutres que roubam o sonho,
os filhos, até a dignidade.
Reparem no rosto duro e doído,
no céu prenúncio de vendavais…
Tudo se perde e não há quem brade,
Basta.

Reparem nas vestes,
reparem na sombra.
Ou na sua falta!
Onde falta o sol;
num calor a mais!
Reparem no campo,
na condição humana.
Reparem, reparem…
Mas… Esforcem-se ao olhar.

Foto: Alfredo Cunha.



  

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...