segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Volto a repetir...

Porque repito e repito!
As palavras gemem, tão parcas no dizer!
Não apontam horizonte, ou trazem ideia renovada,
são quando muito, incentivo a olhar aguado.
Depressa se afasta de retina vazia!

Mas eu repito. Sofrer, amar, ciúme e mar, até maldizer!
Em versos de areia.
Porque teimo em ser poeta? Se não digo nada!
Porque teimo, se junto palavras esfarrapadas!
Bonitinhas, redondinhas, atrevidas,
empedernidas e destravadas, até amadas,
escanzeladas ou vaidosas. Outras vezes
Ardilosas, escorregadias, amorosas.
No final volto atrás, é tudo igual!

Mas que bem, mas que bom, mas que lindo.
Mas que fofo!
Merda… assim, vou ao céu e já venho…
Ao voltar olho o espelho, nem me reconheço.
Afinal sou poeta!!!

Desleal o carnaval, e eu repito, e volto a repetir.
Palavras vazias de ideias, futuro, ou estrada!
Amanhã, estão enterradas sem estima ou pavio,

e eu, voltarei  a repetir!!