sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Todas as minhas ausências...

Fico presa na ausência, sem força p`ra seguir
Do alto da minha cegueira vejo a vida fugir,
na cal. Que a chuva ao cair fustiga na calçada.
Eu, aqui, tão fria e parada, enclausurada.

Nos retalhos da memória, toda eu sou caruncho.
Dói-me uma perna, o catarro não me larga,
a visão está turva, o sentir é vesgo,
a saudade é paulada na água da chuva.

Salpica o meu coração, que saudades do verão,
da insistência. Da moleza do fim de tarde.
Ao acordar despertei todos os Invernos,
em infernos. Chorar é o que me apetece agora.

Mas… toda eu sou, mas. Enfio a gabardine,
salto para a rua. E vejo a alma nua
de quem passa por mim. O olhar finge felicidade
os lábios fingem ao sorrir. Toda eu fingimento
na minha rua, perante a chuva na calçada.

Há gente que passa e logo me convenço.
Todas as minhas ausências, são cegueira
Até a saudade, é raia miúda. Ao pé da solidão,
de com quem me cruzo na praça.





Máscara...

Sempre que adivinho a solidão alheia… É como se o espelho estivesse embaciado. E o meu rosto sugado por uma teia. Sempre que ...