quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Areias...

Se as pérolas fossem pedras, as que deslizam
dos meus olhos na alta madrugada. Eu diria
que um açude se constrói na ingratidão,
que sinto ao acordar com frio… No raiar do dia!

Se muros fossem castelos em corrosão.
E a distancia ténue linha na manhã fria.
Seria a saudade cascata, e a ondulação
da água ao correr, alma liberta e vadia…

Por tudo isso te digo o que o pensar desdiz.
São os sonhos pétalas onde o orvalho pernoita,
e o amor… ai o amor é por vezes ponta solta!

Na vida. Onde as amarras são parcas colmeias,
e todas as lágrimas deslizam nas areias,
que encalham no destino que perdiz…

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...