sábado, 23 de novembro de 2013

Deus dará




A noção corre, e apressada se esvai
Desfalece no corrupio dos dias
Sem que a vontade tenha poderio
Quando a noite chega, restam mãos vazias

No beiral garças brancas espreitam
Os gatos se intricam no escuro
As árvores padecem, não adormecem
Eu, viro costas e perduro

Na memória de ti, busco conforto
No tempo que é nosso em que a sombra cai
No inverno que traz nas primeiras chuvas
Saudade de tudo o que não vivemos, lavai

O pensamento, se assim se atreve o instante
Mágoa que não é minha e carrego nas costas
Porque me atrevo a vasculhar o presente
Louca, será que julgo que as mossas

Soltam amarras e empurram p`rá frente
Os medos que renego, o telejornal lá está
E esta sombra a meu lado, será fado
Ou somente uma nesga de céu ao deus dará.
                                                                   


Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...