domingo, 24 de novembro de 2013

Só tu




 Só tu, reflectindo agora
Nos dias que passaram
O sentir aflora
Em anseios que vingaram
Num momento de recolha
O ser se aconchega
Se assemelha a verde folha
Na brisa que então chega

Julgarei que os sentidos
Certas horas emigraram
Algumas dores e gemidos
É certo transportaram
No momento da verdade
Tudo tem um rumo certo
Até a ansiedade
Se assemelha a um coreto

Onde a orquestra toca
Uma valsa de Chopin
Em voz rouca mas autentica
Uma melodia sã
Só tu, num amor verdadeiro
Que o tempo então mimou
Na lareira um braseiro
Meu amor então ficou.
                                      


Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...