domingo, 10 de novembro de 2013

Paredes caiadas



A certeza que chega
Das paredes caiadas
De um branco tão branco
Fuga em alarido
Do pensamento vadio.
Transporta águas brotadas
Das fontes ao sul.

Mais que crença pertinente
Por dias a fio
Suporte que a vastidão aquece
Vasculhando recantos
De fio a pavio.

Paredes deste Alentejo
Tao cheias de história
Ainda agora ouvi um realejo
Não foi traição da memória.

Silencio…!

Reina, invisível… Nem as paredes sabem  a cor. Ou o cheiro do seu eterno bafo. São tantas as nuances que não cabem na casa desventra...