terça-feira, 11 de março de 2014

Erro


Um curvo caminho sem volta
Logo ali o fim da linha
Tal como cão sem casota
Desnudo feito fuinha

Ao trancar a esperança num pote
De fino vidro, quebrou-se
Olhando atrás desconheço
Se a vida passou inteira
Se a sorte foi verdadeira
Ou se a chuva que agora cai solta
Caiu ao nascer certeira

Imensa, estranha incerteza
No ar levitam palavras
Apontam em correnteza

Erro, em jeito de adagas.


Queridos leitores e amigos. Este espaço nasceu em 2010, como tal, a lista de leitura está a tornar-se extensa, oito anos é muito tempo, sã...