sábado, 1 de agosto de 2015

Sou feliz...

E se juntar um punhado de palavras caras,
delas fizer sopa de letras, terei a alvura das paredes?
E assim me verás desnuda de mente transparente!
E se juntar palavras cruas, serei por ventura rainha
da pertinência?
Omites, do sujo da terra recomeça a vida,
de uma sepultura renascem as papoilas,
de uma jeira o alimento do corpo e o prazer da alma,
quando se tomba o corpo por sobre a terra.

Não implores sentimentos que desdenho,
nem gestos de ocasião, não implores…
Sou cigana em campo aberto, ergo a tenda onde calha,
sou feliz e quando infeliz: recomeço, e esqueço a tralha.