domingo, 26 de julho de 2015

Estranho pensar...

Às vezes imagino o poente, e nós dois
por entre os salpicos do mar,
onde a espuma na areia desvanece os passos.
Às vezes dou por mim a sonhar
com o arco-íris no teu olhar.

São todas as utopias nesgas de claridade,
na sombra que escurece a alma.
Sou eu corsário em nenhures, de parca estória!
Corista de fim de fila num palco sem ponto,
sou eu… Quem tece enquanto esquece
Um xaile de tosco fio.

E preso no fio da navalha o sentir refila.
Tudo porque quase sempre penso em ti,
e choro por mim! Perdida em estrofes,
poeta que engana a noite escura.
Que ri e torna a rir e logo mais sorri…
Dos salpicos do mar. Assim engano
o coração que lhe apetece chorar.
Aninhado num xaile de estranho pensar!