sábado, 11 de julho de 2015

Tu e eu...

No estado contemplativo em que me encontro,
as respostas tardam em chegar!
Nada acontece por acaso,
então o porquê de questionar,
uma breve colisão.
 Cismático é o pensamento irreverente.
Tal como a saudade em escombros!

Observo os teus passos!
Pisam as pedras da calçada onde paira a solidão.
Observo o branquear dos cabelos, o teu rosto cansado,
revejo-me em cada fio de cabelo. Em cada franzir de testa.
Esporádicas as trocas de olhar, que não o são!
Contesto o acaso de uma noite de luar.
E o brilho do sol ao cair da tarde.
Contesto um dia de primavera tão cansado!
As mãos teimaram e a moinha recuou,
para logo se instalar.

Absorta na sorte e na quietude da noite,
rogo por mim e por ti, quem sabe rogo pelo infinito.
Há muito aceitei como castigo o silêncio!
E a passividade dos dias, então?
Porque me assola o pensamento,
 com uma estória de encantar.
Onde tu e eu fomos actores de uma luzerna ao luar.