quarta-feira, 1 de julho de 2015

No silêncio...

Morrerei no silêncio.
Quem sabe:
calarei na garganta um grito aflito.
Uma nota singela em clave!
Calarei na garganta o sentido
do meu olhar aguado.
Morrerei no silêncio
de uma madrugada.
Fingirei que não é nada!
Quem sabe me oiças,
me adivinhes mesmo calada.
Morrerei no silêncio,
e a minha boca fechada:
gritará sofregamente!
A minha vontade esfaimada.
Alma desfolhada
de um cacho em flor!
Gritarei no silêncio
a palavra amor.
Morrerei sem saber
se o grito ouviste.
Morrerei a dizer
meu amor tu não viste!

https://youtu.be/-8kCwrL5SHg





 Poema de 2011.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...