terça-feira, 30 de junho de 2015

Nem vivo eu sem saudade

E se o sonho voltasse na brisa que corre,
ao final do dia soariam as cigarras ao longe.
O meu peito seria pequeno para albergar esse sonho.
E aos meus olhos uma cascata no deserto,
inundaria os sentidos.

Até as árvores seriam mais verdes ao vento,
Se voltasse o que se foi por vontade.
Quem sabe não voltaria a chover.

Impensável pensamento!
Não vivem as árvores sem chuva,
nem vivo eu sem saudade.
Não existe dia sem noite,
nem o meu coração sem mágoa.

Então:
o sonho e a brisa onde ficam nesta estória?

Serão todos os sonhos uma Caixa de Pandora.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...