sábado, 27 de junho de 2015

Tudo porque tenho saudade...

 Tenho saudade dos teus olhos e do rir
da tua boca tarde fora. Tenho saudade
dos dias compridos, das noites a advir
e das madrugadas de verão na cidade.

Sei que tudo passa. Tenho que admitir
os dias, estrada fora sem vontade!
Onde invento estrelas e luas de fingir,
bonecas de cartão ao cair da tarde.

Tudo porque tenho saudade, e aí
reinvento uma balada de bem-querer.
Dentro do meu peito. Uma dor que extraí!

Apartei também uma lágrima que dilui
numa poça de água cristalina, e o ser
se apaziguou numa gargalhada… E fingi!


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...